terça-feira, 19 de março de 2013

Teoria Crítica

Associada à Escola de Frankfurt e baseada na interpretação marxista, a Teoria Crítica surgiu em 1924 unificando o pensamento tradicional dos filósofos ao presente. A primeira geração de cientistas sociais que integrou a Escola de Frankfurt foi composta por um grupo de intelectuais de esquerda, como Max Horkheimer (imagem) e Walter Benjamin.


A Teoria Crítica sugere que a mídia produz dominação através de mensagens ideológicas e, ao criar a padronização, anula qualquer forma de individualidade, impondo padrões estéticos com o objetivo de garantir público para seus produtos, arte, e afins, garantindo lucros. A Teoria Crítica justamente propõe a autocrítica e o esclarecimento das ações de dominação social.
Um bom exemplo de contraponto à tal mensagem é a contra-cultura. Pessoas que se recusam a absorver a mensagem ideológica da padronização criaram a contra-cultura como uma maneira de "lutar" contra a alienação e a manipulação do pensamento coletivo. Por exemplo, escolas que se recusam a utilizar músicas norte-americanas nas festas juninas por se tratar de um evento exclusivamente brasileiro.

Cauê Lira

Biografia de Charles Sanders Peirce



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(Charles Sanders Peirce - Cientista, matemático, historiador, filósofo e lógico norte-americano).




















É considerado o fundador da moderna Semiótica. Graduou-se com louvor pela Universidade de Harvard em química, fez contribuições importantes no campo da Geodésica, Biologia, Psicologia, Matemática, Filosofia. Peirce, como diz Santaella (1983: 19), foi um "Leonardo das ciências modernas". Uma das marcas do pensamento peirceano é a amplição da noção de signo e, consequentemente, da noção de linguagem.
Peirce foi o enunciador da tese anticartesiana de que todo pensamento se dá em signos, na continuidade dos signos. 
Morreu em 1914, deixando mais do que 12 mil páginas publicadas e 90 mil páginas de manuscritos inéditos.Esses manuscritos se encontra na Universidade de Harvard, USA. 
Peirce nasceu em 10 de setembro de 1839, em Cambridge. Charles é filho de Benjamin Peirce, também um matemático. Foi professor em Harvard por quase 50 anos. Os estudos dele contribuíram com a matemática celeste, estatística, teoria dos números, álgebra e filosofia da matemática. Benjamin Peirce faleceu no dia 6 de outubro de 1880.
Seus estudos levaram ao que ele chamou de Categorias do Pensamento e da Natureza, ou Categorias Universais do Signo. São elas a Primeiridade, que corresponde ao acaso, ou o fenômeno no seu estado puro que se apresenta à consciência, a Secundidade, corresponde à ação e reação, é o conflito da consciência com o fenômeno, buscando entendê-lo. Por último, a Terceiridade, ou o processo, amediação. É a interpretação e generalização dos fenômenos. O trabalho mais reconhecido de Peirce foi o estudo da semiótica.

Nathalia Cirillo

sábado, 16 de março de 2013

"O que é comunicação", de Juan Bordenave

O livro fala dos anos 70 e a preocupação com o homem social, que ele seria o produto e o criador da Sociedade em que ele vive, podendo usar o poder da comunicação tanto para o benefício quanto para prejudicar - mas nem todas as pessoas desenvolvem seu poder de comunicação pois lhes faltam orientações e instruções. 


Segundo o próprio autor Juan Bordenave, "um melhor conhecimento da comunicação pode contribuir para que muitas pessoas adotem uma posição mais crítica e exigente em relação ao que deveria ser a comunicação na sua sociedade". E a missão deste livro é o leitor compreender a comunicação e o seu processo.

Não se pode existir comunicação sem sociedade, muito menos sociedade sem comunicação. A comunicação não pode ser melhor que a sua sociedade, e nem a sociedade pode ser melhor que a sua comunicação. Cada sociedade tem a Comunicação que merece.

A Comunicação foi o canal por onde os padrões de vida de uma certa cultura foi transmitida para um membro de sua sociedade, a fim de que ele aprendesse a ser membro desta. Tudo isso é possível graças à Comunicação. A comunicação não é composta apenas pelos Meios de Comunicação Social - ela é composta pelos atos de comunicação que um homem realiza desde quando ele se levanta de manhã até quando ele deita-se à noite. A Comunicação se tornou uma necessidade básica aos homens.

Os Meios exercem muita influência sobre as pessoas, essas influências são tanto “positivas” quanto “negativas”, - é o caso do Jornal, do Rádio e da TV, etc... Cenas passadas na TV podem lhe ajudar em acontecimentos em sua vida, pois se acontece algo semelhante ao que se passou em uma novela por exemplo, você já saberá o que fazer.

A Comunicação evoluiu de uma pequena semente, para inventar meios que vencessem a distância e o tempo, até que esses meios cobrissem o mundo inteiro. Durante tempos se discutiu a origem da fala humana, mas a primeira forma organizada de comunicação humana foi a linguagem oral, às vezes acompanhada pela linguagem gestual. Começaram utilizando-se de desenhos e mais tarde começaram a usar a linguagem escrita.
Com a evolução da linguagem, desenvolveu-se também os meios de comunicação. O alcance da comunicação foi de maneira definitiva assegurada pela invenção dos meios eletrônicos que utilizam-se de diversos tipos de ondas para transmitir signos.

A Comunicação não inclui só palavras e gestos mas também os movimentos do corpo, a roupa que se veste, os olhares etc. Isso torna praticamente quase impossível não comunicar. Às vezes até o silêncio comunica, sendo mais eloqüente que um conjunto de palavras. A própria Cultura pode ser considerada como Comunicação. Cada cultura cria seu próprio códigos e da seus próprios significados.


Barbara Demerov

quarta-feira, 6 de março de 2013

O que é Semiótica?

A Semiótica, é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos,isto é, sistemas de significação.

Mais abrangente que a linguística, a qual se restringe ao estudo dos signos linguísticos, ou seja, do sistema sígnico da linguagem verbal, está ciência tem por objetivo qualquer sistema sígnico - Artes Visuais, Música, Fotografia, Cinema, Culinária, Vestuário, Gestos, Religião, Ciências, etc.

Para compreender o básico da Semiótica, precisamos saber o que são signos, símbolos e ícones.


Signos = Servem para representar “coisas” em nosso cérebro. Quando olhamos algo, criamos uma imagem “similar”, o objeto não está de fato dentro da nossa cabeça, nosso mundo está todo representado por signos.
Símbolos = “Elemento representativo visível que por analogia substitui um objeto”. Por exemplo, os desenhos pré-históricos (pinturas em pedras), são *símbolos representando *signos.
Ícones = “Pequeno símbolo gráfico, usado geralmente para representar um software ou um atalho para um arquivo específico”.  Imagine um botão, sabemos o que é no mundo real ou virtual.
Na prática pra que serve tudo isso?
A semiótica é uma ciência que nos ajuda a entender como as pessoas interagem com objetos, interpretam o mundo a sua volta e com o que se emocionam, entre outras coisas. Com essa ajuda, podemos melhorar produtos e serviços criando e adequando qualquer coisa para nosso público alvo.
Diversos autores publicaram livros sobre o assunto, porém os mais importantes são:
Sausurre – Aplicou a semiótica principalmente no campo linguístico.
Pierce - Na filosofia.
Umberto Eco – Na literatura e no cinema (inspirou estudos sobre interfaces gráficas).
Como ciência a Semiótica é relativamente nova, contudo é utilizada a muito tempo por todos os povos e culturas antigas. No passado quando buscamos colocar em prática nossas idéias representando-as no mundo real, criamos signos e símbolos iniciamos uma evolução sem precedentes que moldou nosso mundo como conhecemos hoje.
                             Rodrigo Bifani


Comunicação e Semiótica

                             



 Convivemos com a realidade a nossa volta sem nos dar conta dos procedimentos que o cérebro humano utiliza para compreender os fenômenos cotidianos. 
  A comunicação que permeia nossas vidas faz parte desses procedimentos tão naturais, que sua dinâmica se incorpora aos nossos fazeres mais espontâneos, sem a devida mentalização. No ponto de vista da semiótica,o ato de se comunicar é a materialização do pensamento, sentimentos em signos conhecidos pelas partes envolvidas.Estes símbolos são então transmitidos e reinterpretados pelo receptor. O lugar da semiótica dentro das ciências da comunicação depende do que se entende por comunicação. 
 Toda a comunicação se faz através de sinais, e esse fato constitui o bastante para ser estudado sobre o que são, quais tipos existem, como funcionam, qual será o seu significado, de que modo são utilizados. Contudo, o estudo dos sinais tanto pode ocupar um lugar central como um lugar periférico no estudo da comunicação.  
 O modelo de comunicação que apresentam é conhecido como: uma fonte que passa a informação a um transmissor que a coloca num canal (mais ou menos sujeito a ruído) que a leva a um receptor que a passa a um destinatário. É um modelo linear de comunicação, simples, porém eficiente na resolução dos problemas técnicos da comunicação.  
 O modelo semiótico de comunicação é aquele em que a ênfase é colocada na criação dos significados e na formação das mensagens a transmitir. Para que haja comunicação é preciso criar uma mensagem a partir de signos, mensagem que induzirá o interlocutor a elaborar outra mensagem e assim sucessivamente.O modelo semiótico de comunicação não é linear, não se centra nos passos que a mensagem percorre desde a fonte até ao destinatário. O modelo semiótico considera inseparáveis o conteúdo e o processo de comunicação.  Quer isto dizer que o significado da mensagem não se encontra instituído na mensagem,e é independente de qualquer contexto, mas é algo que subsiste numa relação estrutural entre o produtor, a mensagem, o referente, o interlocutor e o contexto.

Link para pesquisa


Comentário: Nos estudos de comunicação,  existem dois formatos de investigação, uma que entende a comunicação sobretudo como um fluxo de informação, e outra que entende a comunicação como uma produção e troca de sentido, o primeiro formato é a escola processual da comunicação e o segundo é a escola semiótica.

                                                Rodrigo Fabretti

terça-feira, 5 de março de 2013

Documentários Línguas - Vidas em Português



   Língua – Vidas em Português é um documentário filmado em seis países (Brasil, Moçambique, Índia, Portugal, França e Japão), e conta com a presença de pessoas ilustres como José Saramago e de outras pessoas anônimas.


O mais interessante é perceber a memória que está armazenada na língua. Nos seis países visitados, quando os entrevistados são instados a se pronunciar e o fazem em português passam uma sensação fantástica de intimidade para o telespectador que também fala português. O cenário pode não ser conhecido, mas, a língua cria uma zona de conforto.

Para se ter uma dimensão dessa afirmativa, os olhos puxados de algumas personagens do documentário a priori afastam a possibilidade de semelhanças entre as culturas, no entanto, está na língua uma possibilidade de link entre o Japão e o Brasil. Os japoneses que falam português deram a sua contribuição à língua e sentem-se em casa em um bar brasileiro localizado em Tóquio (provavelmente se comunicam em um português oriental!). A música é brasileira, o ambiente nos é familiar, no entanto as pessoas são de um outro continente e de uma cultura bastante diversa da nossa.

Aparece um casal, francês, salvo engano, que fala português e que tem consciência de o que é moda e faz questão, provavelmente num grito rebelde por espaço, de estar fora dela. E argumentam que caso você se torne escravo da moda, qualquer dificuldade financeira, por exemplo, pode acabar com a sua vida. Pode deixá-lo sem identidade. Eles vivem a maneira de se comunicar, que vai além da fala e da escrita, com intensidade e dão importância ao estilo de vida e de se vestir como códigos sociais que são.

Há um outro momento bastante relevante que é o da apresentação de um ritual religioso em um dos países estrangeiros que são visitados. Por mais que a compreensão de palavra por palavra seja comprometida pela velocidade do sotaque, a emoção é muito clara e mora justamente nessa memória que a língua guarda tão bem. A comprovação está em um ritual religioso realizado em uma favela do Rio de Janeiro que, embora com um texto diferente, traz a mesma carga dramática e nos permite o mesmo envolvimento emocional.

São inúmeras passagens que mostram como a língua portuguesa sofre diferentes influências, cruza com as mais diversas histórias, culturas e não se esvazia jamais de sentido, isso é a própria comunicação. Não há a possibilidade de uma língua simplesmente absorver novas interpretações isoladas, contextualizadas apenas para um ou outro país. Ela pertence a um universo muito maior e representa a memória coletiva de um povo colonizador e um povo colonizado.

João Ubaldo Ribeiro analisa tecnicamente as alterações que o português brasileiro tem sofrido em função das dimensões geográficas do Brasil e das influências de outros povos. Não demonstra desconforto quanto à absorção de vocabulário, apenas quanto à importação de sintaxe, no entanto, conclui que é um processo natural e que caso não ocorresse todos ainda falaríamos latim.

O foco do documentário está na demonstração de que o português não é uma língua estática, assim como não são estáticas as sociedades que falam ou poderão vir a se comunicar através da última flor do Lácio.


Thainá Marques 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Caso Gil Rugai: Defesa e acusação discutem!

Foto: Reprodução Internet

Polêmica começou após advogado de Gil Rugai relacionar um vídeo desaparecido, tráfico de drogas e o assassinato do pai e madrasta.

 A pergunta que ficou ao final das 13 horas do segundo dia de julgamento do caso Gil Rugai, nesta terça-feira, é se a defesa vai conseguir provar nos próximos dias a relação entre um vídeo desaparecido, o tráfico internacional de drogas e o assassinato de Luiz Carlos Rugai e a mulher Alessandra Fátima Troitino, ambos supostamente assassinados pelo filho, o próprio Gil Rugai.
A polêmica sobre o assunto foi anunciada antes das 12h, quando o advogado Thiago Anastácio e o assistente de acusação Ubirajara Mangini bateram boca. Ubirajara questionava a razão de a  defesa relacionar a apreensão de 300 quilos de cocaína no Aeroclube de Itú à família da testemunha que estava sendo ouvida, o instrutor de voo de Luiz Carlos Rugai, Alberto Bazaia Neto. O instrutor contava que, a quatro dias de ser assassinado, o pai de Gil "desabafou" com ele sobre o medo que sentia do filho. "Ele é um menino muito perigoso", teria dito Bazaia Neto.
Em resposta, a defesa mostrou inquéritos envolvendo a apreensão de drogas no Aeroclube que o pai do instrutor, Alberto Bazaia Júnior, presidiu. Depois de algumas intervenções da promotoria, Ubirajara se levantou aos gritos: "O pai dele é réu no processo? Responda! Isso é nojento". Anastácio, então, se levantou e, frente a frente, devolveu: "Nojento é o senhor, que se vende por alguns tostões".
A dúvida da porta
O assunto voltou ao plenário no último depoimento do dia, quando a defesa tentou mostrar contradições na versão de que o assassino arrombou a porta da sala de televisão, arrastou Luiz Carlos para o corredor e efetuou cinco disparos. Para isso, os advogados de Gil chamaram o perito Alberi Espindola para demonstrar que a disposição de duas balas no chão poderia significar que a porta estava fechada quando o pai de Gil recebeu os tiros no corredor.
Depois de matar Luiz Carlos, disse o advogado da defesa Marcelo Feller ao final da sessão, o "verdadeiro assassino" poderia ter arrombado a porta para procurar um vídeo "desaparecido" com imagens do voo que o pai de Gil realizou no domingo em que morreu: "O Luiz Carlos tinha acabado de começar a filmar o lugar onde estava tendo aula de voo, exatamente o lugar apontado como ponto de entrada e saída de droga do Brasil".
Questionado sobre o que foi filmado, ele respondeu: "Boa pergunta! O que filmou eu não sei. O promotor disse que nada de valor foi levado do local. Mas a pergunta que se faz é: e o que só tinha valor para alguém em especial? […] Hoje eu tenho uma tremenda dúvida sobre aonde foi parar esse vídeo".

Acusação
Questionado sobre a estratégia da defesa, o promotor do caso, Rogério Leão Zagallo, demonstrou surpresa. Depois de confirmar a pergunta, ele lembrou que "esse processo tramita há 9 anos. Nunca se cogitou isso".
Zagallo disse que pretende trabalhar para desconstruir essa tese. "Mas sinceramente não acredito. Vou aguardar a defesa com bastante ansiedade, curiosidade para ver quais argumentos eles vão apresentar para demonstrar essa versão. A relevância das filmagens e a morte de Luiz Rugai".
                                                         Nathalia Cirillo